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Thursday, October 7, 2010
É bem provável que atualmente estejam tramando para que a semana do saco cheio seja regulamentada em diversos setores da sociedade; a semana do saco cheio do trabalho, semana do saco cheio de ser mãe ou pai, de ser filho e o seja lá mais o que deixa tanto as pessoas de saco cheio.
Essa tradição começou por volta de 1982 em São Paulo e arrisco a dizer que a invenção partiu dos estudantes universitários (do Anglo Vestibulares famoso aqui em São Paulo como curso preparatório pra o vestibular), que já estavam cansados nessa época do semestre.
Daí não demorou muito para que a maioria das escolas em quase todo o Brasil também adotasse a idéia do recesso escolar normalmente em outubro na semana entre o feriado nacional de Nossa Senhora Aparecida (12 de outubro) e o dia dos professores (15 de outubro).
A popularizada “semana do saco cheio” divide opiniões de mães, pais e responsáveis pelos alunos. Há os que defendem o recesso e até o aproveitam para programar um lazer em família, para recarregar as baterias.
E há os que, além de não concordarem, não têm com quem deixar os filhos para trabalhar.
Passei pelas duas situações: Quando eram muito pequenos precisava trabalhar, não tinha dinheiro mal para dar um presentinho no dia das crianças, e naquela semana minha vida virava de pernas pro ar, e essa sim era a verdadeira semana do meu saco cheio!
As crianças precisam aprender a lidar com responsabilidades e compromissos. No futuro eles vão ter que aprender a lidar com o ritmo puxado do mercado de trabalho, que não permite moleza.
- E para quem ainda não tivesse caído na real e ia fraco nos estudos, nada melhor do que uma semana sem aula para colocar a cabeça no lugar e começar a se dedicar.
Ao invés de dinheiro para passeios e comilanças, era certo que na programação havia aulinhas de reforço, para se preparar para as provas de final de ano e tentar recuperar o tempo perdido - Meu dinheiro não é e nunca foi capim!
Labels: "saco cheio", comportamento, familia, filhos
Monday, February 8, 2010
Lembrei-me dos meus sentimentos antigos de mãe, diante dos meus filhos adormecidos...
A famosa SNV (síndrome do ninho vazio) conhecida também como a dança do Siri em conjunto com as Ostras Hormonais... Concentro-me e lembro nitidamente do sentimento...
Não sabia explicar na hora e adotei uma estratégia; - Quando percebi que o ninho ia ficar vazio mesmo fiz uma espécie de preparação: Saí do Rio, cidade em que moramos por quase 10 anos, despachei a molecada para nosso apartamento em São Paulo (todos iniciando faculdades) viajei mais que caminhoneiro na Dutra, estrada que liga São Paulo ao Rio e começamos a construir a pousadinha (obra graças a Deus inacabada).
Voltei para São Paulo e um já tinha mudado de cidade, outro estava morando fora do país... Foram voando aos poucos, voltaram para ganhar fôlego e foram novamente...
E a gente tem que se preparar, não existe solidão quando estamos bem acompanhadas conosco mesmas. Ter uma profissão prazerosa, amigos acolhedores, amores bem resolvidos, e principalmente estar consciente que fizemos um bom trabalho com nossos filhos, à síndrome desaparece rapidinho.
Mas, passado o período todo de adaptação, posso dizer que tenho o maior orgulho de ver meus filhos bem, independentes e enfrentando corajosamente várias coisas.
O ninho, agora, só serve mesmo como pontos de partida para vôos em todas as direções - Liberdade, voar, voar... Porque a vida não está no ninho, está no vôo...
Tudo teve seu papel e mesmo o que poderia ter sido melhor se fosse de outra maneira... Sei lá, foi lição aprendida...
Costumo brincar que sempre precisamos ajustar nosso "taxímetro" interior, a cada 10/20 anos, buscando novas perspectivas e objetivos.
Compreendi afinal que quando eles iniciaram seus vôos eu iniciei os meus também.
Além disso, os filhos não são nossos, vieram através de nós, mas eles não são nossos.
But,... Sei que é inevitável e bom que os filhos deixem de ser crianças e abandonem a proteção do ninho. Eu mesmo sempre os empurrei para fora, mas tem horas como agora, olhando bem de pertinho para este ninho, o que eu queria mesmo, era poder fazê-los de novo dormir no meu colo...
Labels: comportamento, filhos
Monday, September 28, 2009

Poucas coisas me fazem sentir novamente a mágica daqueles tempos...
Saudade também de ser criança... Aquela criança de 10 anos de idade que via o mundo com outros olhos...

Hoje sei que através das brincadeiras aprende-se a ativar a criatividade, desenvolver o aparato conjuntivo - Brincando de jogar, por exemplo, você pode compreender o que são limites e regras, que se entendem nas relações pessoais, nos ensina a praticar ética e respeito de maneira natural e espontânea.





Dá uma vontade danada de voltar a ser criança, nem que seja por um dia apenas, pra viver tudo com gosto e sem maldade em nada, brincar de pega, pular corda, amarelinha, e de tudo o mais que a imaginação mandar... 

A casca de banana sobre as mãos
Espera dentre o número acertar
O pó do tijolo logo enfraquece
Contorna o retângulo que jamais esquece
Dos pés à vontade de pular amarelinha
Preste atenção que agora vou ensinar
Chame a prima, chame o irmão, bate na porta da vizinha
Vai e volta até o começo, siga tudo que eu disser
Vai pulando num pé só
Amarelinha É uma brincadeira fácil pra dedéu

Como não existem máquinas do tempo, pois não nos é permitido voltar a algo já vivido... É-nos permitido viver, sim, uma vez cada instante...
Graças a Deus existe a saudade e existem as lembranças...
Labels: comportamento, crianças, filhos
Thursday, September 17, 2009

Crianças não nascem organizadas, educadas, obediente etc., muito pelo contrario, algumas delas não aprendem nunca - que o digam adultos de agora.
Existem pessoas que são incapazes de ser organizadas. Vá viajar e peça-lhes para molhar as samambaias, e quando voltar o caos se instalou.
Ninguém nasce sabendo e educar é obrigação dos pais. Não adianta querer que as escolas façam tudo – Disciplina, educação, bons modos, colaboração e organização a gente aprende dentro de casa.
As crianças têm mais necessidade de exemplos do que de críticas, acreditem.
Não sou nenhuma especialista em psicologia infantil, mas a experiência de ser mãe de três me mostrou onde eu errei e acertei.
Quero falar de onde acertei e dividir com vocês aproveitando a semana em homenagem a elas.
Todas as pessoas deveriam saber fazer os serviços básicos de uma casa. Mesmo que venham a ter funcionários, só poderão orientá-los se souberem como é feito e isso é fato.

A criança deve aprender a fazer, para respeitar o serviço feito por outros, quando ela aprende que dá trabalho manter um banheiro limpo, uma sala, um quintal, provavelmente aprenderá também a fazer menos sujeira e manter as coisas em ordem e limpas.
Devem desde cedo aprender a guardar seus brinquedos, recolher objetos do chão, organizar seu quarto, e também podem ajudar nas tarefas diárias da casa.

Para elas é uma diversão mexer com água, brincar com o aspirador e se bem conduzida, essa tarefa pode ser muito produtiva para a criança.
Ela aprende a identificar produtos de limpeza, sua verdadeira função e não estará tentada a mexer neles, sabendo que são perigosos e que servem apenas para limpar objetos.
Muitas vezes um banquinho ajuda, para ela alcançar a pia. Compre ou faça um avental do seu tamanho.Esse ritual ajuda a tornar a tarefa mais lúdica.
A partir dos cinco anos, você pode introduzir essas tarefas, que costumam ser prazerosas para ela.
Arrumar brinquedos e livros.Levar a roupa suja para a área de serviço, colocando dentro do cesto.
Ajudar a alimentar os animais de estimação.
Limpar o pó
Ajudar a limpar comida espalhada ou bebidas entornadas.
Ajudar a arrumar as compras de supermercado.
Participar na preparação dos alimentos.

Quando adolescente, estará mais preparada para viajar sozinha, tanto a passeio como para estudos - Quando adulta saberá assumir o comando de uma casa.
Até príncipes aprendem essas tarefas. Porque não nossos reizinhos?Todo o aprendizado é importante, aprender nunca é demais.
E limpeza e organização do lar são extremamente úteis, afinal uma casa organizada e limpa é muito mais aconchegante e todos se sentem melhor.
Algumas tarefas para elas
• Pôr a mesa e retirá-la depois da refeição,
• Dobrar peças miúdas de roupa, depois de lavadas,
• Guardar as roupas nas gavetas,
• Guardar os CDs e DVDs no lugar,
• Varrer o quintal e a calçada,
• Pegar as correspondências.
Para os adultos também funciona assim. Primeiro as obrigações depois a diversão nénão?!
Entre erros e acertos acredito ter conseguido atingir a minta meta;
Os nossos filhos precisam da nossa presença mais do que dos nossos presentes. Pensem nisso.
Labels: comportamento, crianças, filhos


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