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Monday, January 24, 2011

Hoje quero compartilhar uma idéia que surgiu quando por ocasião da mudança pela milésima vez revisitei os armários.
Quando a gente muda é inevitável olhar para tudo que se tem e tentar dar um destino para coisas que estão ali guardadas e que a gente não usa mais.

Esses dois porta talheres de renda do Ceará foram comprados há cem anos quando fui a primeira vez para Fortaleza. Ficaram encima desse aparador por um bom tempo enquanto eu pensava o que fazer com eles.
Apoiada no chão do lado do aparador estava uma prateleira de vidro temperado que usei em dezenas de lugares da casa; foi comprada pela primeira vez para ser prateleira no quarto dos meninos para livros e badulaques... Depois serviu de base para os pés da máquina de costura antiga, depois serviu de prateleiras encima da mesa do escritório...
Por fim quando comecei a pensar o que iria fazer para esconder a mancha do tampo do aparador (não sai mais, a não ser se pintar), tive a idéia de usar o par de porta talheres e mais algumas toalhinhas sem par e até meio furadinhas para esconder as manchas, coloquei o vidro encima e voilá, não gastei nenhum centavo e gostei muito do resultado.
Mancha


Vislumbrei imediatamente que dessa forma é possível usar como fundo para tampos e mesas manchados um caminho de mesa inteiro ou várias toalhinhas de crochê, um bordado, pedaços de rendas,tecidinhos e uma infinidade de outros materiais, até mesmo papel ou fotos.
Abaixo o aparador de MDF ganha ares de sofisticação com a découpage (guardanapos de papel) floral em preto-e-branco pap aqui
Com retalhos aqui
Garimpar restos de rendas em lojas e armarinhos, peças antigas como vestidos de renda, anáguas, saias de baile, bolsinhas de mão feita de palha e acessórios saídos do baú da vovó fazem sucesso. Sem dúvida, os brechós são os melhores lugares para quem busca originalidade.
Coisas exclusivas ou de época tanto faz, mas todas com significados, cheias de histórias que certamente parecerão mágicas e encantadas.
Invente a sua!

O tempo não pára! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo...

Mário Quintana

Tuesday, August 10, 2010

Enquanto repaginava esse telefone que foi da mamãe, não pude deixar de sentir saudades do tempo que não existia o celular. Acho que ficamos mais conectados, resolvemos nossos problemas mais rapidamente, melhorou em vários aspectos, mas também perdemos em privacidade e trabalhamos até quando não queremos.
Abaixo o pap para forrar seu telefone antigo
Repaginados com outros materiais
Love Lucy $ 16,00 Aqui
Que saudades da época que meu telefone quando tocava era um amigo do outro lado da linha...
Espero que as imagens os inspirem para tentar salvar um pouco do seu lixo tecnológico.
Evite sempre o despejo no Meio Ambiente!!

Wednesday, August 19, 2009


Como já citei aqui em outros posts o quanto aprecio os mais diferentes estilos de decoração, para mim é impossível definir um estilo – Gosto de muitas coisas mesmo.
Aproveitando esse momento de reforma aqui em casa ando tentando montar meu quebra cabeça particular.

Vejam que idéia bacana super kitsch e descolada que encontrei na criação do fotografo Felipe Reis e que faz a cabeça de muitos, que se esmeram em decorar de maneira inusitada: com objetos coloridos, antigos, ou mesmo apenas engraçados.






Os Fósforos (INDIANO, GUARANI E QUELUZ) têm as medidas 46X60 cm com 24 cm de altura, a Paçoca Amor, mede 50x50x24cm e os Chiclets medem 50x75x15 cm.
Todas são feitas em compensado MDF com pintura acrílica e com um adesivo laminado na parte superior. Adorei o acabamento e achei os tamanhos muito bem pensados. Contato com o Felipe e-mail felipe@felipereis.com.br.
As peças dos Felipe me fizeram lembrar outros artistas e designers de quem também gosto muito e que se inspiraram na Por Art como Andy Warhol, quem não se lembra das suas pinturas dos rostos de Marilyn Monroe ou Jack Kennedy.
A cadeira Egg – desenho do arquiteto dinamarquês Arne Jacobsen é outra que chama a atenção até os dias de hoje em meio à grande quantidade de objetos de decoração criativos e atraentes.
A decoração, de maneira inevitável, também absorveu a idéia de muitos artistas revelada e traduzida em luminárias, mesas, quadros, e que ganhou o nome de kitsch.

Eu diria que o "kitsch" é o retrato da nossa irreverência, pois, com essa idéia, podemos brincar na decoração, tornando-a mais despojada.

Quem não se lembra ainda da jarra em forma de abacaxi? Ou, dos pingüins em miniaturas, imãs em geladeiras e até mesmo flores de plástico? Tudo isso - claro - é "kitsch".
O casalzinho ai é meu
Ao trazer de volta esses objetos para do meu dia a dia, é como um passeio no tempo... Tenho igual sensação quando assisto ao o programa "A grande família" e fico observando a casa da Nene... Tem personalidade, é aconchegante, acolhedora e é encantadoramente kitsch! Parece um lar de verdade.

Deixo um alerta: muitos confundem com o estilo "brega" e "Brega" é quando tudo está errado e fora de um contexto. Muito diferente, portanto, do que estou falando aqui. Afinal, pode-se considerar que o "kitsch" tem lá a sua classe e até certa exclusividade, mas é bem pessoal.

Monday, August 10, 2009

Tenho referências clássicas que eu uso do meu jeito. São algumas referências mais antigas, retrô, românticas, e até pop.
Eu me inspiro em várias pessoas, nas minhas amigas que são minhas maiores musas, e na minha família.
Aprendi a não ter medo de experimentar nada, mas não tenho um estilo definido.
Sou anti-minimalista total, acho que a vida precisa ser mais alegre e eu gosto de explorar isso.
O clima retro kitsch inspira peças divertidas, tons de bala unidos a estampas e alguns móveis de época.


Gosto do resultado do encontro entre o moderno e o clássico; a xícara de porcelana se torna um portas-vela, a poltrona do antiquário ganha estampa de onça.
Quem disse que o luxo também não pode ser kitsch?
Estou em meio a uma pequena obra em casa, moro num apartamento construído na década de 70 - Pé direito alto, ambientes amplos, piso de taco de madeira com desenho geométrico... Não quero descaracterizá-lo demais.
Minha proposta para a antiga construção demarcada pelo tempo associa frescor ao conforto, à funcionalidade e à tecnologia da qual não podemos dispensar.Tomadas nele já!

Esse ambinete bacanérrimo é dos meninos João do Blog Retrosaria
Adorei o tom de verde
Assim como o João, não tenho nenhum talento para combinar nada com branco – Para alguns essa afirmação pode parecer coisa de doido mesmo, imagina, branco combina com tudo!
Mas para mim, três paredes brancas (neutras) e uma colorida é pouco - As cores definem a identidade dos espaços. Suas combinações produzem EFEITOS de harmonia, concordância, estilo e prazer.

Como já era de se esperar, estou passando por momentos de decisão - escolher cores. Uma decisão super importante, afinal são elas que vão de dar "ar” e arrematar todo o serviço que esta sendo feito.
É unanimidade entre especialistas (arquitetos, fabricantes de tintas e pesquisadores de estilos), que as cores traduz desejos coletivos que pairam no ar e apontam para caminhos diversos; vibração, requinte, sobriedade e reconciliação com a natureza e assim por diante.

Em meu próximo post vou continuar com esse assunto, porque como agora sou eu quem esta precisando dessa ajuda, estou tentando esmiuçar ao máximo para conseguir chegar a um bom termo. Agora é a hora da realidade e que seja POSSÍVEL.

Se você estiver passando por esse momento de indecisão ou decisão sabe bem do que eu estou falando.

Aguardem.
Boa Semana para todos!!

Saturday, November 1, 2008

Vivemos num momento em que ser ecologicamente correto conta muitos pontos, nada mais adequado do que aderir ao lema também em casa – E o planeta agradece!

Móveis antigos, por exemplo, são infinitamente melhores do que os atuais.
Possuem designe que retratam uma época, geralmente são de madeiras nobres...
Apartamento do João e João - Retrosaria
Porém, hoje isso não significa que você vá gastar menos.
Foi-se o tempo em que móveis usados eram comercializados a preço de banana, esse é um nicho de mercado que tem crescido consideravelmente em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo - A procura é grande e por isso os preços já não são os mesmo de outrora.


Minha dica é:
Antes de sair à cata do móvel que você precisa nas melhores casas do ramo, verifique antes com as tias, amigas, avós ou vá direto aos bazares das instituições, como por exemplo, Exercito da Salvação, Casa Andre Luiz (eles dependem dessa renda para sustentar a instituição) e os preços são justo.
Caso invista em uma peça não-restaurada, verifique o que você pode fazer por ela com as próprias mãos.
Pequenas lascas podem ser resolvidas com a aplicação de massa corrida especial para madeiras, pintura com esmalte, látex ou spray, até mesmo colagem de papéis ou tecidos.

Estofados:
Sofás, poltronas e cadeiras com estofados puídos ou rasgados valem o investimento dependendo da estrutura do móvel. Se você gostou, leve as peças para um bom tapeceiro e recicle-a com um tecido do seu gosto - o efeito visual da estrutura antiga com uma “repaginada” geralmente compensa.
insipração da Susi
Ly Mello
Fique de olho:
Em molduras antigas, cabideiros, bancos, prateleiras e ganchos espelhos...Treine o olhar;
Espelho antigo
Janela recuperada - Espelho
Pedaço de porta de janela antiga - Prateleira
Nem tudo o que é antigo é considerado antiguidade.
Antiguidade é vendida em antiquários que garantem a procedência e a autenticidade das peças - e, justamente por isso, são peças muito caras.
Em brechós, feiras, bazares você apenas vai encontrar peças antigas e usadas, nada mais.

Pechinche geralmente dá certo!

 

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