Showing posts with label artigo. Show all posts
Showing posts with label artigo. Show all posts

Thursday, July 8, 2010

Acordar de manha e sentir o cheirinho 
da terra molhada.

Um sorriso cordial acompanhado de um bom dia
de alguém que você cruza na rua
e nem sabe quem é.
Ter a certeza de que
meus filhos são
"gente fina, elegante e sincera
com habilidade pra dizer mais sim do que não..."
Tomar uma coca cola gelada
Estatelada no sofá
Depois de
Faxinar a casa toda.
Com essas luvas lindas eu lavo
Arroz com feijão fresquinho
um caldinho de feijão nesse copinho...idéia digna das rainhas

ouvir uma musica antiga e sentir
aquela gostosa sensação de dejá vu,
de uma coisa muito boa que aconteceu.
cuidar do planeta - idéia aqui
Fechar os olhos na hora de dormir
e lembrar das coisas gostosas
que aconteceram naquele dia.
Cuidar muito de uma plantinha
que reguei por tanto
tempo e ver nascer a primeira
florzinha.
Ganhar presentes especiais
de pessoas especiais.
Receber um e-mail de uma pessoa
que gosto muito
e estava sumida a tempos.
Assistir o por do sol
Sentar em um lugar calmo e
escrever uma poesia, como
faço agora.
Agora me diz
O que faz você feliz?

Sunday, June 6, 2010

Dentro de mim pulsa um coração.
Rodeado por retalhos coloridos:
desatinos, jugos e erros;
prudências, permissões e acertos.
Colcha de mim,
que adorna o leito
onde minh’alma se abriga.
por Clau Assis
Lindas cenas do filme Colcha de Retalhos

Vale a pena ver de novo
“Colcha de retalhos” conta a história da jovem Finn (Winona Rider) que confusa em relação à sua decisão de casar-se, vai passar uns dias na casa da avó e acaba participando da história de sete mulheres, mais velhas, que estão envolvidas na elaboração de uma colcha de retalhos, com a qual pretendem presenteá-la.

Neste filme podemos refletir sobre qual é o peso dos retalhos que colocaram sobre nós, quais aceitamos e deixamos ficar ou refutamos; se nos detemos mais numa parte da vida de forma isolada ou se conseguimos fazer da nossa existência um lindo trabalho de arte.
Nossas vidas são cobertas por retalhos, que simbolizam tudo que herdamos, mas somos nós que costuramos e juntamos estes pedaços.

Linda semana a todos!

Saturday, May 22, 2010

Acendedor automático
Mal o dia clareia o fogão a lenha é aceso. Manhoso como ele só, esquenta lentamente até tomar a temperatura ideal para o cheirinho de café escapar do bule e invadir quilômetros de distancia.

A gente acaba pulando da cama quentinha quase sem perceber.
Minha avó contava pra gente que na casa dela em Uberaba só existia fogão a lenha. É engraçado como essa memória ficou em algum local de minha mente e me fazer sentir o prazer e a alegria do aconchego que só cozinhas como essas podem nos dar - É um cheiro visceral que nos conecta aos nossos ancestrais ao redor das fogueiras.
Umas das coisas que sempre sonhei quando começamos a empreitada no mato era um dia ter um fogão desses.

Hoje é raro se ver um fogão a lenha nas casas, mesmo pelo as cidades mais distantes.
A necessidade de se preservar o meio ambiente dificulta a aquisição de lenha e aqueles que porventura, tenha um fogão a lenha, raramente podem fazer uso dele, pois a lenha se tornou escassa. Porém, felizmente lá no meu mato quando tem ventania, árvores velhas e secas caem feito penas e a gente faz a festa.
Galhos secos de araúcarias
Um dia vou contar por aqui o mico que paguei ao tentar fazer a minha primeira refeição completa quando inaugurei o fogão.
Felizmente tenho a sorte de ter comigo a Rosangela que nasceu em paragens muitos mais distantes do que essa e creseceu vendo a mãe, as tias e toda a familia ascendo o fogão a lenha.
Quando contei a ela minha saga com o fogão morreu de tanto rir quando eu contei que passei quase um dia inteiro tentando ascender pela primeira vez o tão sonhado fogão.
Uma vez aceso, o fogão a lenha só cessa seu trabalho quando todos vão dormir e olhe lá. Começa cedinho na hora do café emenda com o almoço, o lanche da tarde e o jantar. Assim, a mesa fica posta o dia inteiro e o cheirinho gostoso dos quitutes faz com que ninguém se afaste por muito tempo da cozinha.
Certa vez, intrigada de ver como a Rosangela conseguia acende-lo sempre tão rápido, puxei a cadeira, sentei e pedi para ela acender para eu ver.
A arte começa na forma de trançar paus grossos com os gravetos (isso vale também para ascender lareiras – Trançadinhos e gravetos. Galhinhos do pinheiro (araucária) que tem uma folhinhas bem fininhas, quando já estão secos, pega fofo que é um beleza, sem contar com o cheirinho que é uma delicia.
A cozinha definitivamente virou a sala de visitas, aliás, fazendo um aparte aqui, se lembrasse disso antes gastava um zilhão a menos com a obra, porque a cozinha é de longe a campeã em audiência e público atrativo para quem mora nas grandes cidades e vai passar as férias num lugarejo de vida mais mansa. êita coisa boa sô!
Aqui num falta companhia viu!
Continuando então sobre a arte de acender o fogão, o que vi foi sopra daqui e dali e vai controlando a chama e assim o fogão fica aceso o dia todo. O mais incrível é que depois de acabado o fogo, as brasas podem ser guardadas, debaixo da cinza.

É preciso que sejam cobertas de cinza. Caso contrário apaga. Você olha para o fogão, tudo apagado – e não sabe que é só mexer na cinza com um pau para que as brasas vermelhas apareçam. Aí, as brasas, colocadas debaixo dos gravetos e do capim – é só soprar. Não precisa fósforo: o sopro acende as brasas. Esse é o truque de mestre!
Escolhi essa foto do bolo feito pela Bruxinha Leila, porque pelo menos ela teve a decência colocá-lo num prato antes de parti-lo. Vocês viram a foto ai acima do meu??O causo é que quando tudo isso acontece em volta daquele fogão, acho que fica a cozinha fica meio bagunçada, eu meio acordada meio dormindo... Esse bolo fica tão cheirooooso, tão bonito, tão gostooooso que ninguém consegue fazer foto dele sem estar faltando pedaços.
Agora é tempo da colheita do pinhão - Sempre me impressiono ao escutá-las explodir do alto das araucárias.
Sobre as araucárias aprendi com o povo que nasceu por lá, que a pinha fruto onde estão aglomerados os pinhões leva dois anos para amadurecer.

E outra coisa que é científica e que descobri com meus amigos por lá, é que quando o ar fica muito úmido se preparando para chover, as pinhas dos pinheiros que já estão abertas, fecham-se para que as sementes continuem secas. A pinha prevê quando vai chover: ela fecha quando o ar está mais úmido e abre quando o ar está mais seco.
Assim quando as pinhas do chão estiverem fechadinhas, o tempo está úmido e poderá chover. Se estiverem abertas, vamos ter um dia quente e seco!!!
Dedico esse post às montanhas desse lugar
Porque foi aqui que eu falei com Deus.

Wednesday, March 10, 2010

No Divã

Imagem Diva no Sofa
Como ainda não consegui preparar nada para postar essa semana, resolvi falar um pouco de mim.

Depois de 15 meses blogando, conheci por aqui pessoas incríveis e cantinhos inteligentes e inspiradores, dos quais não consigo mais me separar.
Hoje tomei coragem para dividir com vocês um pequeno raciocínio.
Durante muitos e muitos anos nunca pensei em tratamentos psiquiátricos para me ajudar compreender a vida, suas fases, os altos e baixos pelos quais as maiorias de nós passam.

Mas o mundo gira, e a Lusitana roda e chegou o dia que cansei de tudo parei pra pensar melhor, e descobri que precisava sim de ajuda. Meus saltos, e sempre de salto, foram gigantescos.
Além disso, desde garota já sabia que a minha mente é muito complexa. Talvez a parteira tenha me deixado cair no chão, não sei não me lembro de nada, e o eu sei o que todos me disseram durante toda a vida que normal, não sou.

Assim, andei pensando em adicionar uma assinatura padrão aos meus e-mails com os dizeres; - “Por favor, não me trate como se eu fosse normal”.
Na procura de resposta, acabei diante de estranhos contando as minhas loucuras acumuladas – Confesso, como louca confessa, que estou adorando esta loucura semanal que é a terapia.

Na minúscula salinha de espera sempre tem alguém aguardando a vez, ou alguém saindo. Ninguém olha para ninguém. O silêncio é uma loucura, mas enfim, como adoro escrever, observar as pessoas, imaginar os nomes, a profissão, se são casados, quantos filhos têm, entro numa espécie de viagem.
Acho que todo mundo que gosta de escrever adora analisar as coisas.
(Devo acrescentar que foi à capacidade de escrever que me salvou quando precisei voltar novamente para o mercado de trabalho. Mas isso já é outra história).

Numa das sessões, estava eu, e uma mocinha muito fashion aguardando a vez para ser atendida.
Comecei, é claro, imediatamente a imaginar qual era a loucura dela; - Que motivos teriam trazido até ali? Qual seria o problema? Não foi difícil, porque eu já partia do princípio que ela sofria do mesmo mal que eu, senão não estaria ali
tão cabisbaixa...

Notei que a blusa estava rasgada, ou descosturada, ou é da moda, sei lá. O olhar dela era triste, cansada, comecei a ficar com pena dela.
Depois notei que ele trazia uma maleta dessas de guardar note book. Podia ser o corpo do namorado esquartejado lá dentro, talvez apenas a cabeça...Podia ter também uma arma lá dentro... Podia ser perigosa.
Afastei-me um pouco dela no sofá. Ela dava olhadas furtivas para dentro da sua mala assassina.
Observo as mãos. Roia as unhas. Insegurança total, medo de viver, de casar, ter filhos...
Devia morar num flat bacana, pagar caro, devia ter dívidas astronômicas...

É a minha vez, tenho que ir conversar com a minha terapeuta.
Conto para ela a minha viagem na sala de espera ela não diz nada, mas percebi que estava sorrindo... Em seguida desabafo e conto um episódio esquisito que aconteceu no fim de semana, amnésia alcoólica (foi o nome que ela deu), isso mesmo, tomei apenas algumas taças de vinho durante um jantar, bebo cada dia menos, e de repente não estava mais lá.
Não passei mal, ninguém notou nada demais porem no outro dia não lembrava que tinha saído de casa.

Ela não conseguia conter o riso por conta da minha viagem na saleta.
Termina a sessão me dizendo: - Vou aumentar a dose do remédio.

Isso aconteceu já há algum tempo atras. Continuo o tratamento, mas agora sem a terapia semanal. Acho que to ficando melhor e me sinto feliz.
Esse negócio de achar que a gente poderia ser melhor nos leva para caminhos perigosos e sem volta. Alguns terminam num abismo tão grande que se não se cuidar morre afogado.

Quem vai saber o que virá?

PS.:Agora, por exemplo, suponho ter terminado este raciocínio. Assim, vou parar de escrever, e vou fazer outra coisa.
Se, mais tarde, ou em outro momento, eu reler esse texto e achar que não ficou bom, posso mudar tudo, apagar tudo, posso esquecer o que dito, posso negar, me arrepender ou posso redizer tudo de novo, acrescentando ainda outras coisas.

Friday, January 29, 2010

Há um tempo fiz uma exposição de fotos no meu Flickr onde só é permitido escolher fotos que não sejam suas (créditos por lá ok) - O Tema é Casas Do Brasil.
Gostei tanto de ver as centenas de fotos das casas desse Brasil afora, que decidi explorar mais o tema, afinal o nome do meu blog é Casas Possíveis.

Porém, muitas imagens de moradias que encontrei na minha busca, não são exatamente possíveis para viver em condições humanas, mas essa ainda é a realidade de muitos nesse nosso imenso Brasil.
Com seus contrates, desigualdades e a criatividade de um povo que apesar de toda a dificuldade consegue sorrir.
Não leve à mal
Tudo bem ôh rapaz!
Ei você ai em cima!
Entre outras coisas
Que eu quero saber
Por favor me ensina
Como esse povo que sofre
Com fome, que passa mal
Vai batucar na panela vazia
E fazer carnaval...
Por Terra Samba

Tem certos dias
Em que eu penso em minha gente
E sinto assim
Todo o meu peito se apertar
Porque parece
Que acontece de repente
Como um desejo de eu viver
Sem me notar...
Nada me irrita mais do que fazerem piadas ou humilharem o nosso povo. Quem constrói esse país e o mantém de pé, mesmo que em condições precárias é a camada mais baixa da nossa população.

Quem põe a mão na massa, quem queima literalmente o cérebro são os nossos cortadores de cana, os pedreiros e ajudantes na nossa construção civil, os catadores de lixo, os braçais, os desempregados, enfim, essa gente que labuta e raramente tem um teto digno para descansar a cabeça.

A paisagem parece um quadro, mas é a vista do morro
Quem já teve a oportunidade de ir à Europa, ou Estados Unidos sabe do que estou falando. O nosso povo é surrado, é sofrido, é judiado e mora mal.

Por conta dessas últimas tragédias por causa das chuvas, sempre reparo que muita gente de 30 e poucos anos tem aparência de 60. A pele é enrugada pelo sol abrasador, dentes podres ou faltando... Excesso de filhos, tudo isso faz dessa gente pobres coitados.
E ninguém os valoriza, e o mundo vai seguindo o seu caminho - Hoje só se fala em nível universitário, MBA, web 2.0, intelectualidade e cultura...

Nosso presidente mostra a cara do nosso povo e vem por aí a Marina Silva, mais uma ex-miserável... E mesmo assim as coisas nao mudam, nao andam...
Quando vamos nos movimentar e dar um basta ao sofrimento dessa gente?

Temos acesso aos meios de comunicação e principalmente ao voto, podemos e devemos fazer alguma coisa. Até quando o Brasil vai ter esse rosto sofrido, marcado pelas injustiças e mazelas sociais? Até quando a TV e as Igrejas vão se aproveitar desse povo pra tirar-lhes o pouco que lhes resta e nada dar em troca.

Não é apenas revolta de quem já viveu um pouco não, nem demagogia barata, não sou candidata a nada e não estou pedindo votos, e nao ganho nenhum tostão aqui nesse blog - São apenas alguns momentos de lucidez que transitam diáriamente em minha mente, minha alma...

Assistindo passivamente pela TV fico me perguntando: - Quando cai um avião, são feitas homenagens, flores são colocadas nos aeroportos, missas são celebradas. Se morre ou adoece uma celebridade então... 
Alguém celebra uma missa pelos miseráveis que perderam suas poucas tralhas na última enchente?
Alguém leva flores nas favelas pras vítimas das chacinas?
E dos menores mortos na Candelária?
Ou pros mendigos que foram assassinados no centro de SP, alguns até queimados vivos???

Só sei que enquanto vivermos nessa situaçao vergonhosa, estaremos todos à mercê da sorte de não perdermos alguém que amamos ou de sermos mortos com uma bala perdida...

Não precisamos de submarino nuclear, porta aviões de última geração e muito menos armamentos de destruição em massa...
Já possuímos a maior fortaleza contra qualquer inimigo em potencial: nosso próprio povo.
Criatividade a toda prova
Fé e memória nas paredes
Toda pedra do caminho
Você pode retirar
Numa flor que tem espinhos
Você pode se arranhar
Se o bem e o mal existem
Você pode escolher
É preciso saber viver

O charme dos pinguins encontrei no blog Ponto Doc
Nas sacadas dos sobrados

Da velha São Salvador
Há lembranças de donzelas,
Do tempo do Imperador.
Tudo, tudo na Bahia
Faz a gente querer bem
A Bahia tem um jeito,
Que nenhuma terra tem!
Cayme
Café com leite e pão com manteiga (R$1,80) sempre vem acompanhado de um bom dia, obrigado e a certeza de que a felicidade custa pouco.

 

FREE HOT VIDEO | HOT GIRL GALERRY